quinta-feira, 28 de maio de 2015

A vida não é básica e ela pede movimentação

Mova-se ou foda-se. Sim! Não é facil entender alguns problemas, alguns momentos que não saíram conforme sonhamos.

Às vezes, não fica muito claro pra gente o que estamos passando. Por que não consigo namorar com alguém? Por que as coisas foram desse jeito? Por que estou com esse problema de saúde?

A real é que não existe muito espaço para questionamentos. As coisas acontecem, para o bem e para o mal, com quem merece e com quem não merece.

Tentar achar respostas é saudável, mas ficar travado nos problemas não. Se existe uma coisa boa nos problemas, ou pelo menos na maioria deles, é que eles trazem o recomeço.

Recomeço. Chance de acertar. Chance de não errar novamente. Chance de não permitir que errem contigo novamente. Sim, isso é um conforto para quem tanto apanha.

Parar não é alternativa. A vida te chama para um novo emprego, para novas pessoas, para novos recomeços, para outros grupos de amizade e até para novas paqueras. Isso acontece mesmo que você decida se isolar. Isso acontece mesmo que você ache que sua vida acabou aos 20 e poucos anos, ou acredite que nada demais pode mudar para quem já chegou aos 40 e poucos.

Acredite: não acabou. A brincadeira só começou agora e você, muito provavelmente, pode perceber que as coisas vão ficar melhores a partir deste momento.

Lute para afastar as doenças, os maus-amores e as desconfianças. A vida segue, as alternativas existem e ninguém merece morrer sem experimentar um sonho pelo menos uma vez :)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Fim da terapia marca uma pessoa, sabe...

Esse história é até engraçada.

Durante anos me fodi com mulheres. Já levei não de todas as formas, de todos os tipos, de todas as maneiras. Criei um vasto knowhow de como tomar no cu com sexo feminino. Na real, o fato de ser feio + o fato de ser travado = uma pessoa sozinha. Lógico que essa equação está resumida demais, mas esses compostos são os fatores principais do produto final.

Bom, na base do "uma hora isso tem que mudar", comecei a buscar tratamento para isso. Sim! Tratamento!

(Que foi? Tá achando estranho? Vai a merda! Tinha problema, ué...)

Pesquisei, pesquisei e pesquisei. Achei uma terapia que muitos estavam dizendo que era espetacular: a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC). Resumindo o que seria ela: você pega os pensamentos ruins, muda eles de maneira racional, faz verdadeiros testes para saber se esses novos pensamentos são válidos, e reforça esses pensamentos novos.

Olha... a coisa funciona, e muito! Recomendo demais! Mas também preciso dizer que comigo uma pontinha não foi resolvida. (coro de: ahhhhhh).

Sim, a ponta dos relacionamentos não foi resolvida. É bom explicar aqui: o trabalho é feito em conjunto. O paciente e a terapeuta trocam ideias, formas de pensar e agir, experiências... Enfim, fazem um trabalho de troca. Logo, não estou colocando culpa na minha ex-terapeuta. Longe disso! Ela fez milagres comigo!

Depois de uns quatro meses de tratamento, já tinha mudado minha vida em alguns pontos: relacionamento com a minha família, maneira de tratar meus amigos, jeito de enxergar a minha profissão, como encarar o desemprego, como me ver de maneira menos pior, entre outros pontos. Havia chegado à hora: era preciso falar de amor. Do meu passado amoroso, do meu presente extremamente fechado e do meu futuro desacreditado.

Olha... vocês não têm noção como é difícil pra mim falar sobre o meu íntimo, sobre sentimentos. Na base da marra e de muito trabalho com a minha ex-terapeuta, comecei a empreitada: falei de tudo que já deu errado. Foi uma série de lamentos, de frases travadas no meio, de coceiras no rosto, nas orelhas, de garrafinha d'água pra disfarçar o desconforto...

Passada essa etapa, fomos falar daquilo que é mais difícil para mim: eu mesmo. Sou um lixo (e é legal abrir um parêntesis aqui:

Não falei que me sinto um lixo, que estou me achando um lixo, que estou numa fase que estou me vendo como um lixo. Aqui eu sou pontual: eu SOU um lixo).

Antes de seguir o texto, uma explicação breve: lixo para mim é aquilo que sobrou, que não tem mais utilidade, que já perdeu o traço de usabilidade e representatividade. Ou seja, em outras palavras: aquilo que não serve nem pra adubo :)

Como todo lixo que se preze, ele deve ficar completamente afastado do que não é lixo. Sabe... evitar contaminação, evitar sujar aquilo que está limpo, não interferir naquilo que está bonito. Bom, um lixo humano segue o mesmo princípio. Aqueles que percebem que o são, não devem tentar ser qualquer outra coisa. É mais sábio sair do caminho das pessoas.

Assim, dois problemas acabam em um único tempo: as pessoas não ficam incomodadas com o lixo, não precisam nem se dar o esforço que ter que limpar aquela cagada; e o lixo não sofre o risco de acreditar que não pode ser lixo e quebrar a cara ao ser lembrado que é uma titica.

Bom, não falei a minha teoria sobre o lixo com a doutora, até porque tenho que torná-la mais bonitinha, mais bem arrumadinha para poder ter o toque de graça que tanto gosto de colocar em tudo de errado que tenho/sou/faço. Apesar de não falar, eu dava sinais que não conseguiria mudar esse pensamento. Esse era o objetivo da terapia. O principal objetivo.

Eis que eu passei dois meses de altos e baixos, principalmente por estar cada vez mais próximo de uma amiga que sempre tive um "interesse especial", mas que nunca acreditei que ia rolar alguma coisa. Por que? Lixo não se mistura com aquilo que tem serventia pro mundo. Simples.

Entramos no mês de maio... e a minha amiga teve um problema. Ela se afastou de mim no início de maio, lá pelo dia 5 ou 6, não me lembro. A partir daí... bom, posso dizer que a minha certeza de que tudo sobre relacionamentos não mudaria se concretizou. Mas nesse momento é que vem a parte engraçada.

Minha ex-terapeuta: "vou ter que te encaminhar para outra psicóloga. Vou tirar férias. Você não pode parar, é muito tempo!". Exatamente quando completamos seis meses de terapia. Exatamente quando nós percebemos que não dava mais.

Amigos, se vocês estão mal por terem tomado um pé do namorado (a), por estarem gostando de quem não gosta de vocês, por estarem num rolo que só machuca e não parece que terá fim, lembrem-se de mim: O ÚNICO BOY NO MUNDO A TOMAR PÉ DE TERAPEUTA QUE TENTOU CONSERTAR O PÉ QUE EU JÁ HAVIA TOMADO.













domingo, 24 de maio de 2015

Fiz confusões, mas quem nunca?

Sim, eu já fiz algumas bobagens. Desde brigar por aquilo que não tinha o mínimo sentido em brigar até desistir daquilo que não deveria deixar de lutar para ter. Somente com o passar do tempo as pessoas percebem que podem errar e confessar que erraram. Não é feio. É apenas chato, mas não mata de forma alguma.

Eu já falei pra garota que eu amava: "Eu sou o cara certo! Posso te fazer feliz e vou fazer de tudo para isso!". Hoje vejo que não faria aquela garota de fato feliz. Não conseguiria mesmo. Não por culpa minha, nem por culpa dela. Apenas porque o que eu poderia dar não era o que ela queria receber. E... sabe... os quereres e os poderes não são coisas que podemos escolher.

Eu já acreditei quando uma outra garota me disse: "Não desiste de mim porque eu gosto de você! Você me faz bem! Não quero você longe de mim!". Bom... essa garota, tempos depois, me disse para esquecer tudo o que tínhamos vivido, que eu era doente da cabeça, que iria morrer sozinho. E... sabe... não podemos ficar putos quando as histórias mudam porque isso simplesmente acontece.

Já fiz confusões. As maiores delas foram dentro da minha cabeça, e hoje vejo que foram coisas de uma mente que ainda busca um espaço nesse mundo. Abri tanto mão do meu bem-estar e da minha saúde pelo bem de outras pessoas que acabei ficando cego por muito tempo. Não percebi que precisava mudar, que necessitava de outras atitudes para que eu mesmo não pagasse pela falta de atitude alheia, ou até mesmo pelas más atitudes alheias.

Se eu pudesse, voltaria atrás. Tentaria encontrar o Gabriel de 18, 19 anos e diria: "você não precisa se esforçar tanto. Deixa que as pessoas primeiro mostrem que vale à pena. Depois decida por quem você vai querer mover uma vida inteira".

Eu não sou o cara de ninguém e cansei de tentar ser. Eu não preciso disso. Não que eu me sinta um lixo, ou que me sinta foda demais. É o meio-termo disso tudo. Hoje vejo que sou isso. Coisas muito boas, quase raras, junto a coisas que são muito ruins, quase repulsivas. Sou tudo isso.

Não devo tentar ser um superhomem. O que eu sou é isso aí que todos podem ver, podem conhecer. Graças a Deus, pela saúde que tanto prezo, pela paz que tanto quero, posso dizer que hoje vivo a plenitude do meu ser.

eupareideescrever

Olha... tem muita gente que pensa em montar um espacinho na internet. Pode ser uma funpage, uma conta no Twitter, uma IG no Instagram... ou um velho e já ultrapassado blog.

Aí essa pessoa vai, pensa em título, em marcas, em como será o "projeto"... Sabe, já fui assim. Pensava em várias coisas que poderiam ser bem bacanas, via modelos que poderiam ser super legais de serem produzidos, pensava em conteúdo...

Criei um blog há muito tempo. Foi no 2º ano do ensino médio. Era apenas um projeto desafio que eu me propus: "vou escolher temas sérios, ligados ao dia a dia da minha sociedade, para poder escrever criticamente". Olha, a qualidade era bem mais ou menos, mas eu segui aquilo que eu queria seguir. Fui tocando o blog por longos quatro anos.

O problema? Ah... misturei os temas, resolvi falar de mim, vieram as sentimentalidades e... puff. Tudo acabou. Perdi o saco mesmo, cansei, fiquei puto. Sim: eupareideescrever.

Hoje, não sei muito porque, estou aqui, às 02h31 de uma segunda, escrevendo novamente. Deixo claro que não estou escrevendo com objetivos. Apenas abri esse espaço e vou escrevendo, escrevendo e escrevendo.