Sim, eu já fiz algumas bobagens. Desde brigar por aquilo que não tinha o mínimo sentido em brigar até desistir daquilo que não deveria deixar de lutar para ter. Somente com o passar do tempo as pessoas percebem que podem errar e confessar que erraram. Não é feio. É apenas chato, mas não mata de forma alguma.
Eu já falei pra garota que eu amava: "Eu sou o cara certo! Posso te fazer feliz e vou fazer de tudo para isso!". Hoje vejo que não faria aquela garota de fato feliz. Não conseguiria mesmo. Não por culpa minha, nem por culpa dela. Apenas porque o que eu poderia dar não era o que ela queria receber. E... sabe... os quereres e os poderes não são coisas que podemos escolher.
Eu já acreditei quando uma outra garota me disse: "Não desiste de mim porque eu gosto de você! Você me faz bem! Não quero você longe de mim!". Bom... essa garota, tempos depois, me disse para esquecer tudo o que tínhamos vivido, que eu era doente da cabeça, que iria morrer sozinho. E... sabe... não podemos ficar putos quando as histórias mudam porque isso simplesmente acontece.
Já fiz confusões. As maiores delas foram dentro da minha cabeça, e hoje vejo que foram coisas de uma mente que ainda busca um espaço nesse mundo. Abri tanto mão do meu bem-estar e da minha saúde pelo bem de outras pessoas que acabei ficando cego por muito tempo. Não percebi que precisava mudar, que necessitava de outras atitudes para que eu mesmo não pagasse pela falta de atitude alheia, ou até mesmo pelas más atitudes alheias.
Se eu pudesse, voltaria atrás. Tentaria encontrar o Gabriel de 18, 19 anos e diria: "você não precisa se esforçar tanto. Deixa que as pessoas primeiro mostrem que vale à pena. Depois decida por quem você vai querer mover uma vida inteira".
Eu não sou o cara de ninguém e cansei de tentar ser. Eu não preciso disso. Não que eu me sinta um lixo, ou que me sinta foda demais. É o meio-termo disso tudo. Hoje vejo que sou isso. Coisas muito boas, quase raras, junto a coisas que são muito ruins, quase repulsivas. Sou tudo isso.
Não devo tentar ser um superhomem. O que eu sou é isso aí que todos podem ver, podem conhecer. Graças a Deus, pela saúde que tanto prezo, pela paz que tanto quero, posso dizer que hoje vivo a plenitude do meu ser.
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