segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Enfim, o desabafo!

Tenho apenas um problema quando inicio um texto: não quero escrever as mesmas coisas sempre, especialmente as coisas negativas. Não gosto daquilo que é triste e não serve para porra nenhuma. Se consigo contornar a minha mente e falar qualquer coisa mais engraçadinha, pronto! Tá magnífico!

Puxando pela minha cabeça, já escrevi mais de 3.268.762.646 de textos sobre problemas. Quase que 99,6879% destes era falando sobre o amor (os meus, os dos outros, etc). Tenho uma gloriosa média de 12.548 palavrões/texto (levando-se em conta apenas os textos que falam sobre problemas).

Fico realmente espantado com a quantidade de vezes que resolvi escrever sobre coisas ruins. Tenho textos em blogs, em cadernos que já nem uso mais, em diários, em folhas soltas pelo meu armário, em tudo quanto é lugar. Pintou um espaço em branco e uma caneta, provavelmente escreverei sobre alguma coisa que está errada nessa minha vida. Quase inevitável.

A questão é: do que adianta escrever que está triste? O tempo é um bem precioso. Gastá-lo escrevendo sobre coisas que não mudarão, sobre pessoas que não voltarão ou sobre qualquer outro assunto meia-boca é dar uma chance para a sua cabeça sofrer um pouco mais com aquilo.

Esse texto foi só um desabafo de uma pessoa que passou os últimos 5 anos na merda com o mundo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Faz sentido pensar, não faz sentido tentar mudar

Não é muito engraçado quando várias coisas do passado passam a fazer sentido? As atitudes que você nunca compreendeu, as decisões que não foram a seu favor, as retribuições que nunca chegaram...

Não me sinto triste por tudo o que não aconteceu, muitos menos por aquilo que saiu completamente do que planejei. Aí está o erro: eu planejei a resposta dos outros! E todos sabemos que a resposta dos outros não faz parte daquela parte da vida que nós precariamente controlamos.

Podemos meter a mão e resolver muitas coisas. Se queremos emagrecer, nos alimentamos melhor e praticamos qualquer atividade física; se estamos fudidos na faculdade, metemos a cara nos livros; se for para ficar mais bonito, roupas novas... Mas a resposta dos outros, a retribuição dos outros, isso é impossível de tocar.

Por isso, assumo um compromisso comigo mesmo: não preciso de sim ou de não de qualquer pessoa. Fico grato a todos que já fizeram ou vão fazer algo para mim, mas isso, definitivamente, deixa de ser objeto de felicidade ou infelicidade na minha vida.

O feio não é feio???
O que já aconteceu passa a fazer sentido bem aos poucos. Cada atitude e cada palavra podem até parecer, mas não são por acaso. Hoje, com mais calma, tenho a certeza que não enxerguei as intenções por trás de cada atitude porque não quis, e isso é o maior erro de todos os que cometi nesse passado recente. E olha que o que eu mais fiz recentemente foi cometer erros.

Nesse exato momento, eu me desculpo comigo mesmo por cada cagada que fiz. Esse é um tratado meu, assinado por mim, comigo mesmo sendo a testemunha.

As pessoas que participaram de cada erro meu, que também estavam erradas em alguns momentos, também têm consciência. Eu não interfiro e nem posso interferir (se assim eu quisesse) na cabeça delas. Cada mente tem o seu juiz e não quero saber o qual o veredicto de cada um deles.

O belo é perceptível
Fica a mensagem clara, para mim: Você pode gostar de tudo e de todos, mas também tem que arcar com cada consequência dos seus devaneios.

No meio de tanta loucura, preciso de mais nada para perceber que minhas vontades e minhas loucuras me fizeram acreditar no irreal, e isso me fez desrespeitar a lógica de um mundo que é muito preciso, muito calculado e extremamente previsível.

O certo e o errado existem sim, não é difícil perceber, assim como o belo e o feio, o inteligente o burro, o eficiente e o desprezível e outras tantas adjetivações. É mentira dizer que isso depende dos olhos de quem vê, do crivo de quem avalia ou da boa-vontade de quem pode dar oportunidade. São papéis bem delimitados, com características que saltam aos olhos.

Que tudo continue se encaixando. Para o bem da verdade, para o bem de mim como ser humano, e para o bem de todos que ainda precisam de alguma luz.

Lux,

Gabriel Coelho