Tenho apenas um problema quando inicio um texto: não quero escrever as mesmas coisas sempre, especialmente as coisas negativas. Não gosto daquilo que é triste e não serve para porra nenhuma. Se consigo contornar a minha mente e falar qualquer coisa mais engraçadinha, pronto! Tá magnífico!
Puxando pela minha cabeça, já escrevi mais de 3.268.762.646 de textos sobre problemas. Quase que 99,6879% destes era falando sobre o amor (os meus, os dos outros, etc). Tenho uma gloriosa média de 12.548 palavrões/texto (levando-se em conta apenas os textos que falam sobre problemas).
Fico realmente espantado com a quantidade de vezes que resolvi escrever sobre coisas ruins. Tenho textos em blogs, em cadernos que já nem uso mais, em diários, em folhas soltas pelo meu armário, em tudo quanto é lugar. Pintou um espaço em branco e uma caneta, provavelmente escreverei sobre alguma coisa que está errada nessa minha vida. Quase inevitável.
A questão é: do que adianta escrever que está triste? O tempo é um bem precioso. Gastá-lo escrevendo sobre coisas que não mudarão, sobre pessoas que não voltarão ou sobre qualquer outro assunto meia-boca é dar uma chance para a sua cabeça sofrer um pouco mais com aquilo.
Esse texto foi só um desabafo de uma pessoa que passou os últimos 5 anos na merda com o mundo.
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